domingo, 14 de junho de 2015

RELATÓRIO 55

RELATÓRIO 55

RELATORIA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DE 23 DE MAIO DE 2015: neste sábado, a reunião ordinária apresentou um fluxo diferente: sentados em círculo, cada um dos cecicinéfilos apresentou as suas impressões pessoais acerca da filmografia inaudita de Nicholas Ray (1911-1979). O mentor Caio Amado, inclusive, sugeriu que cada um redigisse um pequeno texto, a fim de que publicássemos em nosso ‘blog’ uma antologia de artigos sobre o brilhantismo deste cineasta tipicamente norte-americano, que afetou intimamente os seus audientes.
Levando a cabo o seu plano, Caio Amado pediu que fosse lido o seu texto poético e deveras analítico, em que expunha os traços comuns às obras raynianas, destacando as relações inatas entre a culpabilidade e a injustiça das relações sociais, que perseguem os casais protagonistas. A inadequação dos mesmos a contexto bem delimitados que, não obstante, escondem bases hipócritas foi enfaticamente mencionada, bem como a maneira como o cineasta lidou com os estereótipos de outras culturas (cigana, esquimó e chinesa) nalguns de seus derradeiros filmes.
Mais uma vez, a definição certeira de Mauro Luciano acerca dos substratos filosóficos e políticos da filmografia de Nicholas Ray foi referendada, de maneira que, cada qual a seu modo e de acordo com seus interesses pessoais, Victor Cardozo, Daniela da Silva, Lucas Barbosa Carvalho e Wesley Pereira de Castro expuseram seqüências de filmes que muito lhes marcaram, de maneira que as mesmas constarão de seus respectivos textos, a serem reunidos em breve.
As cores fortes, os seus enquadramentos rígidos, as suas críticas ao conservadorismo institucional estadunidense, as suas revoluções formais (que induziram comparações com os demais cineastas hollywoodianos da época), todos estes aspectos foram mencionados, e são aqui obliterados porque constarão dos respectivos relatos cecinéfilos, que, conforme já foi dito, serão publicados a posteriori. Vale acrescentar que, em conversa demorada, concordamos que a década de 1950 foi a “era de ouro do cinema hollywoodiano”, em que os melhores diretores radicados nos EUA realizaram as suas obras-primas.

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